Análise retrospectiva das gestações múltiplas no Hospital Universitário Regional de Maringá no período de janeiro de 2000 a julho de 2003

Hilton José Pereira Cardim, Clarissa Fernandes Machado, Jessika Adriana Bornia, Lourenço Tsunetomi Higa, Nelson Shozo Uchimura

Resumo


A gestação múltipla representa um dos maiores desafios ao manejo obstétrico por estar associada a um pior prognóstico tanto materno quanto fetal. Esse estudo tem como objetivo analisar e comparar as complicações obstétricas e neonatais em gemelares e em não gemelares nascidos no HURM no período de janeiro de 2000 a julho de 2003. A amostra estudada é composta por 50 gestações múltiplas e 2.229 gestações únicas. A incidência de gemelares foi de 1 a cada 50 gestações e de trigemelares 1 a cada 1.250. A ocorrência de trabalho de parto prematuro, ruptura prematura de membranas e diabetes gestacional foi significativamente maior em gemelares em relação a não gemelares. A principal complicação das gestações múltiplas neste estudo foi a prematuridade, a qual costuma estar associada a outras condições e comorbidades como o baixo peso e o muito baixo peso ao nascer, a doença da membrana hialina, taquipnéia transitória do recém-nascido, distúrbios metabólicos, infecções e hipóxia neonatal sendo responsável por um aumento no tempo de internação e maior mortalidade desses lactentes. Ocorreram 6 óbitos em 50 gestações múltiplas, sendo 3 intra-útero e 3 neonatais. Concluindo, a gemelaridade está associada a um risco maior de complicações tanto para a mãe quanto para o feto

Palavras-chave


gemelaridade; complicações obstétricas; complicações neonatais

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DOI: http://dx.doi.org/10.4025/actascihealthsci.v27i1.1444

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