Staphylococcus aureus: incidência e resistência antimicrobiana em abscessos cutâneos de origem comunitária

Martin Zavadinack Netto, Francisco Herreiro, Cesar Orlando Peralta Bandeira, Yoswhiro Ito, Emerson Ciorlin, Eufânio Estefano Saqueti, Itacir João Ansilieiro, Lucas Gonsalves, Vera Lucia Dias Siqueira

Resumo


O objetivo deste trabalho é estudar prospectivamente Staphylococcus aureus (Monera), como agente etiológico das infecções comunitárias, que provocam abscedação na pele e tecido celular subcutâneo, e seu perfil de susceptibilidade a antimicrobianos utilizados na profilaxia ou terapêutica dessas infecções cutâneas. Foram analisadas 107 amostras de secreções,coletadas de pacientes do pronto atendimento do Hospital Universitário da Universidade Estadual de Maringá, Estado do Paraná, Brasil, portadores de infecção comunitária com abscedação da pele e tecido celular subcutâneo, no período de janeiro de 1996 a julho de 1997 . A avaliação microbiológica foi realizada conforme o preconizado por Bayle, e a avaliação da sensibilidade in vitro aos antimicrobianos, pela técnica de difusão em agar segundo Kirby . Foram avaliados 16 antimicrobianos eventualmente utilizados na profilaxia ou terapêutica de infecções comunitárias de pele e tecido celular subcutâneo. Das 107 amostras clínicas de pacientes, com queixa de infecções com abscedação da pele e tecido celular subcutâneo, 71 (66,35%) foram positivas para S.aureus e 36(33,65%) negativas para outros microorganismos. Na avaliação de susceptibilidade do S.aureus, constatou-se uma maior sensibilidade à vancomicina (100%), amicacina (100%), teicoplanina (100%), cefoxitina(100%), cefalotina (98,53%), lincomicina (98,53%), gentamicina (98,2%), oxacilina (96,4%), norfloxacina (95,77%) e sulfazotrim (95,77%), quando comparados a penicilina G(8,45), ampicilina (8,45%), tetraciclina (90,14%), kanamicina (81,69%), eritromicina (88,41%) e cloranfenicol (94,36%). Os resultados do presente estudo permitem concluir que S.aureus é o microorganismo mais freqüentemente isolado de infecções comunitárias com abscedação da pele e tecido subcutâneo. O perfil de susceptibilidade evidencia uma alta taxa de resistência às penicilinas, restringindo o uso destes antimicrobianos como alternativa na profilaxia ou tratamento de infecções por S.aureus, mesmo aqueles de origem comunitária.

Palavras-chave


Staphylococcus aureus; Atividade antimicrobiana in vitro; Doença cutânea; Infecções comunitárias adquiridas

Texto completo:

PDF (baixado


DOI: http://dx.doi.org/10.4025/actascihealthsci.v23i0.2922

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




ISSN 1679-9291 (impresso) e ISSN 1807-8648 (on-line) e-mail: actahealth@uem.br

  

Resultado de imagem para CC BY