A dependência pela prática de exercícios físicos e o uso de recursos ergogênicos - DOI: 10.4025/actascihealthsci.v32i1.4475

José Luiz Lopes Vieira, Priscila Garcia Marques Rocha, Ricardo Aparecido Ferrarezi

Resumo


Objetivou-se Investigar a ocorrência de dependência por exercícios físicos quanto às características de praticantes de musculação e ginástica em academias, como uso de recursos ergogênicos, sexo e índice de massa corporal. Participaram do estudo 80 sujeitos (27,12 ± 6,60 anos), praticantes de ginástica e/ou musculação em academias, de ambos os sexos. Utilizou-se a Escala de Dependência por Exercícios Físicos, a listagem do tipo de suplemento alimentar utilizado como recurso ergogênico e o Índice de Massa Corporal – IMC (Kg/cm²). A análise estatística foi realizada por meio da correlação de Spearman e o teste de Wilcoxon (p < 0,05). Os resultados demonstraram que não houve diferença estatisticamente significativa entre a dependência pela prática de exercícios físicos para homens (5,14 ± 1,28) e mulheres (5,60 ± 1,45). O índice de massa corporal também não apresentou correlação estatisticamente significativa com os escores de dependência. No entanto, os homens dependentes apresentaram alta prevalência de uso de recursos ergogênicos (63,63%, p = 0,01) enquanto que para as mulheres dependentes, não houve resultados estatisticamente significantes. Concluiu-se que o índice de massa corporal não apresentou relação estatisticamente significativa com a presença de dependência por exercícios físicos. No entanto, mesmo com o IMC normal, o uso de recursos ergogênicos esteve presente em alta prevalência entre os homens dependentes. Em face disto, há evidências de que a dependência por exercícios físicos é um fator de risco para o desenvolvimento de distúrbios emocionais relacionados ao exercício físico, como dismorfia muscular e vigorexia.

Palavras-chave


dependência; exercícios; índice de massa corporal

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DOI: http://dx.doi.org/10.4025/actascihealthsci.v32i1.4475

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