DENGUE E FATORES AMBIENTAIS NO MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA, AMAZÔNIA BRASILEIRA

Rosilainy Surubi Fernandes, Sandra Mara Alves da Silva Neves, Mônica Josene Barbosa Pereira, Eliane Ignotti, Cláudio Kleber Juiz de Souza

Resumo


O objetivo desta pesquisa foi analisar a autocorrelação espacial, a distribuição por ciclos epidemiológicos e os fatores ambientais, relacionados à ocorrência da dengue na cidade de Tangará da Serra/MT, no período de 2008 a 2010. Os dados de número de casos de dengue, Índice Breteau (IB) e tipos de depósitos foram obtidos na Secretaria Municipal de Saúde e os dados de precipitação, no INMET. Foram registrados 2.175 casos da endemia, concentrados principalmente na área central da cidade. O índice de Moran Global apresentou valor negativo para o ano de 2008 (I= -0,05; p= 0,33) e 2009 (I= -0,02; p=0,44) e positivo para 2010 (I= 0,05; p= 0,17). O coeficiente de LISA indicou aglomerado (clusters) de influência de casos de dengue nos bairros adjacentes ao Centro da cidade, e periféricos na região norte de Tangará da Serra. Verificou-se correlação positiva entre o número de casos de dengue e a precipitação; IB e depósito positivo do tipo “lixo”. Somente no ano de 2008 ocorreu IB acima de 5% e correlação com o número de casos de dengue (r= 0,94; p=0,00). A distribuição espacial evidenciou um padrão de concentração dos casos de Dengue no Centro da cidade. O lixo foi um dos principais tipos de depósitos que contribuiu para a disseminação do vetor em Tangará da Serra. 


Palavras-chave


Geotecnologias. Geografia da saúde. Aedes aegypti. Depósitos.

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DOI: http://dx.doi.org/10.4025/bolgeogr.v32i1.19397



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