A TERRITORIALIDADE E OS CONFLITOS DA PESCA ARTESANAL NA COLÔNIA Z4 - BARRA VELHA/SC

Cristina Buratto Gross Machado, Marquiana de Freitas Vilas Boas Gomes

Resumo


O texto que apresentamos neste ensaio está diretamente vinculado ao nosso interesse em entender como algumas práticas, tidas como tradicionais, sobrevivem à modernização e são expressas na paisagem por um mosaico de artefatos e ações que contraditoriamente, integram o novo e o velho num mesmo lugar. Abordamos esta complexa temática por meio da pesquisa1junto aos pescadores artesanais da Colônia Z4 de Barra Velha/SC. Para tanto, optamos pela metodologia qualitativa, por meio de entrevistas, observação simples e análise documental. Esses sujeitos que tradicionalmente ocupam este espaço, com a chegada do turismo e da pesca industrial a partir dos anos 1960, perderam parte de seu território, mas por meio de suas tradições, têm resistido ao processo de desterritorialização. Resistem porque dependem daquele território como base de subsistência e também por possuírem valores e vínculos com o lugar. Entretanto, os diferentes conflitos socioambientais vinculados diretamente ao processo da disputa por território, são, via de regra, os principais fatores que comprometem a permanência e reprodução social deste grupo de pescadores. 


Palavras-chave


Pescadores artesanais. Território. Tradição. Modernização.

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DOI: http://dx.doi.org/10.4025/bolgeogr.v32i3.20679



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