DINÂMICA ESPACIAL E TEMPORAL DE PERDA DE SOLO COMO GEOINDICADOR PARA GESTÃO DE RECURSOS HÍDRICOS: BACIA DO RIBEIRÃO PRETO

Luiza de Lima Neves, Raul Sampaio de Lima, Marcilene Dantas Ferreira

Resumo


A difusão de práticas de manejo inadequadas e uso irracional do solo são fatores que intensificam a degradação do solo. Tendo em vista a importância dos estudos voltados à estimativa de erosão, este trabalho teve como objetivo analisar a dinâmica espacial e temporal da perda de solo na bacia do Ribeirão Preto através da aplicação da USLE em interface com softwares de geoprocessamento. A partir da aplicação do modelo, foram obtidas estimativas de taxas médias de perda de solo de 159,5 ton.ha-1.ano-1, em 2005, e de 142,33, em 2015. Comparando os dois períodos, verificou-se que não houve alterações na estimativa de perda de solo em 69,72% da área modelada, da qual, aproximadamente, 45% apresentam erosões de alta intensidade. A conversão total da área rural em cultivo de cana-de-açúcar promoveu um aumento de 90,52 ton.ha-1.ano-1 na taxa média de perda de solo. Por outro lado, a recomposição das APP promoveria a redução de apenas 2 ton.ha-1.ano-1. De forma geral, o estudo permitiu identificar áreas com maior susceptibilidade à ocorrência de processos erosivos e os principais vetores de intensificação desses processos.

Palavras-chave


Erosão. Impacto ambiental. Geoprocessamento.

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DOI: http://dx.doi.org/10.4025/bolgeogr.v36i3.28667



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