DELIMITAÇÃO DE UNIDADES DE PAISAGEM: DO CONCEITO GEOSSISTÊMICO AO MÉTODO APLICADO AO MUNICÍPIO DE PARAGOMINAS/PA

Gustavo Martinez Pimentel, René Jean Marie Poccard-Chapuis, Christian Nunes da Silva

Resumo


A paisagem é de uso recorrente no meio científico, funcionando como método de análise do espaço palco de interações dinâmicas entre os meios físicos-bióticos-humanos, interagindo de maneira dialética. A paisagem geossistêmica, conceito desenvolvido na França, tenta determinar as variáveis mais importantes para delimitação de unidades de paisagem. Para esses estudos, cada vez mais os sistemas de informação Geográficos (SIGs) são utilizados como ferramenta de análise e modelagem de paisagens. Enquanto os SIGs refletem o desenvolvimento mais recente, a paisagem, pela sua natureza mais teórico-conceitual, passa a ser vista como uma fonte de modelos para estas. Paragominas encontra-se na Mesorregião Sudeste Paraense, no Estado do Pará. Para a criação da metodologia de criação das unidades de paisagem foi necessário criar uma Base de Dados que subsidiasse a análise geossistêmica, assim sendo foram separados o Banco de Dados em três eixos: Dados Primários, Dados Secundários, e Dados Secundários Adaptados. Como resultado obteve-se: Doze unidades de paisagem em Paragominas, onde os Platôs são as geofácies que têm maior representatividade em área no município, 7.050,93 km², em segundo lugar estão os grupos de áreas de Fundos de Vale, somando 6.855,43 km². As classes que fazem parte da Depressão do Rio Gurupi contabilizam 3.775,81 km² (19,52%). As únicas áreas de Planícies inundáveis do município (Planícies do Rio Capim) estão às margens do Rio Capim e contabilizam 1.659,83 km². Este resultado pode, de maneira empírica mostrar que, definidas as variáveis mais importantes que interferem na paisagem, é possível criar unidades de paisagem, que possibilitem o maior entendimento sobre a realidade e possibilite a gestão dos recursos naturais e favoreça o desenvolvimento local.


Palavras-chave


Paisagem. Geossistema. SIG. Paragominas.

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DOI: http://dx.doi.org/10.4025/bolgeogr.v36i1.33933



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